Quando bate a vontade de fumar, alguns alimentos cortam a vontade na hora. Eles ocupam a sua boca e as suas mãos, que é metade do hábito do cigarro, e alguns ainda deixam um gosto que faz o fumo perder a graça.
Repara num detalhe que quase ninguém comenta: boa parte do vício é o gesto. A mão que vai até a boca, a coisa para segurar, o ritmo. Por isso, na hora da vontade, ter algo para mastigar ou beber muda o jogo. Você ocupa a mão e a boca sem acender nada.
Aqui você vai ver os alimentos que mais ajudam, o que ter sempre por perto para o momento exato da fissura, o que evitar porque piora tudo, e como fazer isso sem engordar.
Por que comer ajuda a cortar a vontade
Por dois motivos simples.
O primeiro é o gesto. O cigarro é mão na boca, e seu cérebro associou isso a calmaria. Um palito de cenoura, um gole de água gelada ou uma fruta dão para a sua mão e para a sua boca a mesma ocupação, sem a nicotina.
O segundo é o sabor e a química. Tem comida que deixa o cigarro com gosto ruim, como o leite. Tem fruta que repõe o que o cigarro rouba, como a vitamina C da laranja. E quando o corpo está nutrido, a vontade aperta menos.
Não é mágica. A comida não cura o vício. Mas no minuto em que a vontade vem, ela funciona.
Os alimentos que cortam a vontade de fumar
Os campeões para mastigar. Ocupam a mão e a boca igual ao cigarro, são leves e você pode comer à vontade. Deixe um potinho pronto na geladeira.
O cigarro consome muita vitamina C. Repor com laranja, acerola ou limão ajuda o corpo e diminui a vontade. Um suco natural também serve.
Saciam e ocupam a boca. A banana tem triptofano, que ajuda a acalmar a ansiedade. A maçã, por ser durinha, dá aquela mastigada que distrai.
Sabor forte que tira o foco da vontade. Um pedacinho de gengibre ou um cravo na boca seguram a fissura por bons minutos.
Deixam o cigarro com gosto desagradável. Muita gente conta que, depois de tomar leite, o cigarro fica intragável. Use isso a seu favor.
O truque mais simples e um dos mais fortes. Beber água gelada devagar ocupa a boca, hidrata e ajuda a eliminar a nicotina. Tenha sempre uma garrafa por perto.
Ocupam as mãos e a boca com poucas calorias. Bons para aquela vontade da noite, na frente da TV, que é um gatilho clássico.
Tem magnésio, que ajuda a relaxar e acalma a ansiedade e a vontade de doce. Um quadradinho do amargo, não a barra toda.
O que comer no momento exato da fissura
A vontade forte vem em ondas de poucos minutos e vai embora. O segredo é ter o que comer ou beber já à mão, para não pensar duas vezes.
Deixe sempre por perto:
- Uma garrafa de água bem gelada.
- Um potinho de cenoura e pepino em palito.
- Uma fruta cítrica ou uma maçã.
- Cravo, gengibre ou chiclete sem açúcar para a boca.
Quando a vontade bater, pegue um deles antes de qualquer coisa. Você ocupa a boca, ganha tempo, e a onda passa. Cada vez que você atravessa assim, fica mais fácil na próxima.
Veja também Chá para parar de fumar: 7 plantas que acalmam a vontadeO que evitar: a comida e a bebida que pioram
Tão importante quanto saber o que comer é saber o que cortar, porque alguns hábitos acendem a vontade na hora.
O cafezinho e o cigarro andam de mãos dadas há anos. Nos primeiros dias, troque o café por chá ou reduza, senão ele puxa a vontade.
A bebida baixa a sua guarda e é um dos maiores gatilhos de recaída. No começo, evite os ambientes de bar.
O açúcar intensifica a vontade de fumar. Prefira chiclete e bala sem açúcar.
Mas eu vou engordar?
Esse é o medo de quase todo mundo, e é justo. Muita gente engorda ao parar de fumar, e o motivo é simples: troca o cigarro por doce, pão e besteira.
A saída está na própria lista acima. Quando a vontade vier, vá para a água gelada, a cenoura, a fruta. São coisas que ocupam a boca sem encher de caloria. Você mata a vontade do cigarro sem trocar um problema por outro.
A verdade que ninguém te conta
Você pode comer certinho e ainda assim voltar a fumar. Por quê?
Porque a comida resolve o momento da vontade, mas não desliga o gatilho que liga o cigarro na sua cabeça. O café da manhã. A saída do trabalho. A discussão. Enquanto o gatilho mandar, a vontade volta.
A saída de verdade é reprogramar esses gatilhos, um por um, junto com o apoio do dia a dia: a comida certa, a água, o chá, a respiração. É isso que um método dia a dia faz. Ele segura a sua mão nos primeiros 21 dias, os mais difíceis, e te ensina a quebrar o automático.
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